quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Lívia


Ainda bem
...que eu ainda acredito na utopia.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

S(B)amba


Lá fora tudo fazia o mundo girar.
a chuva,
a dança das folhas nas árvores,
o cheiro de café,
de asfalto,
de gente.
tanta gente.

mordidas na consciência,
o dia inteiro,
a noite toda.

porque enquanto o mundo gira lá fora,
o meu mundo se encontrou ao perder.

Se perdeu ao ver você passar.

domingo, 8 de novembro de 2009

Loucura


A idéia de que todos nós temos o resto da nossa vida planejada pelo destino me perturba. É como se eu não pudesse mais 'pegar' a minha liberdade, minha capacidade de mudar quando eu bem entender. Porque, de fato, eu sou inconstante demais. Logo, preciso desesperadamente de mudanças diárias. Mudanças de gestos, palavras, pessoas, música, livros, não sei. Só não gosto de tudo sempre do mesmo jeito; a mesmice me entristece, faz dessa vida algo tão feio, mascarado.

Então, me diz, como posso eu acreditar no destino? Quero dizer, aceitar as coisas como são? Imaginar que de nada adianta fazer alguma coisa pois nada vai mudar? Ou, filosofar ainda mais, e concluir que cada ação nossa, para determinada mudança, faz parte dos planos malignos do destino?

Ah! Se eu pensar demais nisso, acabo ficando louca.


Bom finalzinho de domingo. :)

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Eu era uma coisa pequena, rastejante e sem Deus, caminhando no escuro lamacento à procura apenas de qualquer gesto como o toque de uma mão humana, devagar na minha face.



Ele tocou.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

De onde vem a esperança


"O riso não é um luxo mas um direito fundamental".


Palhaços Sem Fronteiras foi fundada em 1993. Ele nasceu como resultado de uma necessidade manifestada por um grupo de educadores que desenvolveu um programa de educação para a paz nas escolas Cataluña. Neste quadro, Tortell Poltrona, artista convidado para se apresentar no campo de refugiados de Veli Joze (Savudrija) na Croácia , 26 de Fevereiro 1993 traz essa experiência que demonstrou a utilidade das artes e da educação para melhorar a situação sócio-psicológica do pós-populações de conflitos (especialmente crianças), as bases para a criação da entidade.



PSF missão é garantir e melhorar as condições psicológicas em que as pessoas vivem, em especial as crianças dos campos de refugiados, o desenvolvimento de territórios e em situações de emergência em todo o mundo.Payasos Sem Fronteiras desenvolve suas atividades principalmente no Estado espanhol e entra em contratos e convênios com associações e instituições, tanto públicas como privadas, Espanha e estrangeiro. Asimismo e prossegue os seus objetivos no exterior, dada a sua ajuda humanitária internacional.

PSF missão é garantir e melhorar as condições psicológicas em que as pessoas vivem, em especial as crianças dos campos de refugiados, o desenvolvimento de territórios e em situações de emergência em todo o mundo.



PREFERENCIAL BENEFICIÁRIOS

Os beneficiários de assistência preferencial de nossa organização são as crianças e adolescentes com exclusão social e econômica e, portanto, cultural, por razões que podem ser baseadas em uma ruptura de equilíbrio ou de uma marginalização crônica e histórica. Portanto, são aqueles que sofrem as consequências da guerra e das catástrofes naturais e os que vivem em situações de violencia. Os envolveu crianças de 4 a 12 são a melhor transformação dos valores veiculados pelo nosso dinâmico e que aproveitam melhor a longo prazo. Os adolescentes fazem parte de comunidades locais e beneficiários motoristas para que eles recebem um recurso profissional e um caminho de inserção do trabalho do género social.Ele é também uma prioridade para o PSF, e através da participação das mulheres nos processos de fortalecimento da comunidade minimizar a marginalização deste grupo.


Artistas estão convencidos de que você é um de nós. É por isso que nós oferecemos a possibilidade de participar ou cooperar nas atividades de nossa organização. Fazendo você parceiro / a Se você quiser participar de qualquer um dos nossos projetos, participar de expedições ou campanhas, o melhor é informá-la de sua vontade, juntamente com informações sobre o produto para sua empresa, sua visão ou o seu currículo pessoal ou diretamente a nossa sede ou qualquer dos nossos escritórios.

 Por favor, note que os nossos parceiros dispoe de tempo e trabalho, numa base voluntária, sendo esse um dos nossos princípios fundamentais.
Se você não tem tempo para juntar os nossos projetos, mas quer trabalhar com a nossa organização, você pode ajudar a levantar fundos e divulgar o nosso trabalho, por exemplo: Coordenando connosco a performance de gala com artistas de sua área, para cobrir os projetos Clowns Sem Fronteiras. Se você conhece ou está planejando uma festa relacionada mundo das artes (palhaços, teatro, etc.). Mas se deseja ser associado de Palhaços Sem Fronteiras, isto requer que estabelecemos previamente os termos e forma de colaboração. Entregando os direitos de obras ou a rendimentos auferidos em qualquer de suas ações. Sim, eu estaria colaborando PSF: See you!


Quero fazer rir as crianças e jovens mais desfavorecidos, como o riso é intrínseco às pessoas, além de ser um legado que todos tenemos.Podemos penso que o riso estará sempre presente, mas infelizmente existem muitos casos e situações que nos fazem pensar que hoje ou amanhã, ou até mesmo na vida todas as crianças tenham as condições para desfrutar do benefício de seu legado risa. Por portanto, possível no futuro, continuar a trabalhar para obter mais as crianças tenham acesso ao seu legado risa. Dejando Palhaços Sem Fronteiras como uma organização em que você acredita e confia, é uma maneira de tornar sua vida um gesto de solidariedade com o tempo.
 
*-)

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Escrever não é ser, ou é, mas de muitas maneiras.

Em noites gritantes de tão silenciosas me pergunto se o amor é intrínseco à saudade ou se é a saudade que é intrínseca ao amor. E se o simples ato de admitir é coragem ou é um tiro pro alto...

Assumir não é ter que lidar com alguém. Assumir é ter que lidar com si próprio e com o seu desespero. Desespero que nada mais é que um ponto agudo, um grito vazio, uma necessidade de sentir tudo ou de sentir nada. O desespero é o nosso terceiro braço: não se sabe o que ele abraça, não se sabe o que ele traz para perto. Não se sabe onde estão suas mãos e a que mãos ele vai entrelaçar seus dedos trêmulos. Meu desespero é perceber que meus pensamentos não param um segundo sequer!

Hoje eu descobri que estou grávida de idéias. Preciso viver mais uns cem anos só para cumprir tudo o que prometi a mim mesma, para dar à luz ao inevitável. Ok, talvez não seja assim. Talvez as palavras estejam apenas pregando uma peça em mim, vai entender. Afinal, não sou tão fechada-no-meu-mundinho-interior. Só sei que eu gostaria de fazer as pessoar sentirem o que eu sinto. Arrepiarem quando eu falo que quando eu estou escrevendo, todas as coisas do mundo existem e deixam de existir ao mesmo tempo, e isso assusta tanto, e é como se eu estivesse caminhando para onde eu deveria estar, e mudando todo o caminho, letra por letra, frase por frase.
Acho que isso já é a saudade. Eu sinto não lembrar de tudo que eu ainda vou viver e isso dói. Dói mesmo. Acho que, no fundo, a minha música é desafinada, é um ruído! Um ruído de palavras nunca ditas, de desejos irrefutáveis e de danças solitárias.

Ontem eu fui a certeza, hoje eu sou a falta e amanhã eu sou o que? E a minha falta é melancolia e a minha melancolia é felicidade.

Então, por que não esquecemos de lembrar por apenas um instante? Esquecer também é ser. Esquecer é um ser estático, cheio de músicas feitas de vento...